acidentes de trabalho

Você sabia que dia 28 de abril é o dia em memória de vítimas de acidentes e doenças de trabalho? Será que temos o que comemorar? Nesta data devemos parar e refletir. O que fizemos nos últimos anos para melhoramos em nosso país a CULTURA DE PREVENÇÃO?

Num país que ainda mantém a quarta posição mundial em acidentes de trabalho, onde em média para cada acidente de trabalho notificado temos outros sete não notificados; onde temos uma média de 540 afastamentos por dia, não temos muito a comemorar.

Enquanto vemos nossos governantes direcionarem R$ 888 milhões anuais para o Fundo Partidário e em 2018 vão disponibilizar mais R$ 1,7 Bilhões para o Fundo Eleitoral, vemos nossos organismos de fiscalização e estudos sendo desmantelados por falta de recursos e pessoal.

Como podemos melhorar os índices de acidentes de trabalho onde mantivemos uma média nos últimos anos de 700.000 acidentes com mais de 2.500 mortes, com um quadro  ínfimo de 2.350 auditores fiscais para fiscalizar mais de 3.000.000 de empresas?

Não dá mais para aceitar que a cada quatro horas e meia morre um trabalhador por acidente de trabalho no Brasil.

Além das perdas humanas, incapacitações e danos à integridade física irrecuperáveis de nossos trabalhadores, o país perde algo em torno de 4% do PIB, ou seja R$ 200 Bilhões por ano, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Fica claro que as prioridades de nossos governantes não estão voltadas para a melhoria das condições de segurança dos brasileiros em seus trabalhos, na medida que recentemente vimos a lamentável indicação para o ministério do trabalho. Enquanto persistirem as indicações políticas para cargos que deveriam ser ocupados por profissionais competentes, concursados e que conheçam a realidade de nosso país, continuaremos a assistir famílias brasileiras perdendo seus entes queridos.

Wilson de Mello Jr

Diretor executivo da CEOE

www.ceoe.com.br

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Administrador de empresas , com pós graduação em análise de sistemas e MBA em Supply Chain. Desenvolveu sua carreira em empresas do segmento de construção pesada (CBPO, Cetenco ,Camargo Correa , Odebrecht ,MILLS e ROHR), com passagem por indústria eletrônica do grupo Odebrecht. Foi o diretor responsável pelo Instituto OPUS programa de formação e certificação de profissionais da Sobratema. Diretor Executivoe fundador da empresa de consultoria CEOE (Criando Excelência Operacional Empresarial), voltada para treinamento de pessoas e a melhoria dos processos de empresas do setor de construção e mineração.