No artigo de hoje vamos falar sobre a importância da forma de madeira na construção civil sob uma ótica um pouco diferente.

Comercialmente desvalorizada, a concorrência entre os fornecedores de “forma pronta” é tanta que empurram os preços lá pra baixo, o que retorna para o contratante um produto com qualidade proporcional ao valor contratado. Paralelamente a isso, temos os fabricantes de chapas que diversificaram seus produtos em categorias e qualidades diferentes, tanto no processo de fabricação, gramatura do filme e quantidade de lâminas e outros fatores.

Tudo isso reflete dentro do canteiro, onde logo nas primeiras reutilizações, as chapas de compensado já começam a se deteriorar precocemente: surgem os defeitos do filme fenólico e o descolamento das lâminas antes do prazo expectado.

Apesar de já ter passado dos 40 anos, me considero da nova geração. Nas obras por onde passo sempre ouço dos mestres e carpinteiros mais experientes a seguinte queixa: “não se faz mais chapas como antigamente!”. Eu entendo como ‘verdade’ que está embutida nessa queixa é: “não se pagam mais por uma chapa de qualidade como se pagavam antigamente”. Não foi a chapa que caiu sua qualidade, mas sim, os fabricantes tiveram que diminuir a qualidade das chapas por causa da cultura do mercado – a incansável busca do menor preço. E para sobreviver ao mar vermelho, as fabricantes de chapas compensadas tiveram que diminuir a qualidade dos materiais dos seus produtos e até mesmo simplificar o processo de produção para conseguir repassar esse “desconto”.

Falando da importância da forma de madeira, ela é a principal ferramenta para moldar a estrutura. E digo mais: a forma é a única responsável pelo resultado geométrico final. Quando bem fabricada e bem montada, utilizando os materiais adequados, resulta uma estrutura com boa qualidade geométrica. Ao contrário, obviamente, resultado não é tão bom. Em casos mais graves, traz malefícios para a engenharia, para os construtores e principalmente para a sociedade por causa dos prejuízos que podem acontecer com a estrutura de concreto mal executada.

A forma também serve de suporte aos trabalhadores, serve de referência e apoio para armação, e seu custo é otimizado de acordo com o potencial reaproveitamento. Se uma forma custa um valor “x”, e se o seu reaproveitamento for “n” vezes, seu custo final será X/N. Ou seja, o custo é diluído a cada reutilização.

Diretores de obras são técnicos que devem saber orientar seus engenheiros de campo sobre a real importância da forma e devem ter a responsabilidade de detectar se a estrutura está sendo bem executada. Melhor ainda é pedir auxílio aos especialistas para ajudar nessa tarefa. Se no passado as estruturas eram feitas de tábuas que geravam muito desperdício de material, hoje temos muitas ferramentas: projetos de produção de formas, empresa especializada, normas NBR 15696, NBR 14931 – tudo a nossa disposição e a nosso favor! Por isso, Invista nessas ferramentas para construir melhor e custando menos.

Vamos valorizar mais a Forma de Madeira, tão importante e essencial para execução da estrutura de concreto armado. Obrigado e desejo uma boa obra a todos!