Por João Ortega, Startse. Na última segunda-feira (3), foi inaugurado em Wuhan, na China, um hospital com mil leitos dedicado ao tratamento de pacientes afetados pelo coronavírus. O Hospital Huoshenshan recebeu destaque na mídia internacional porque sua construção durou apenas dez dias – um prazo que seria impossível para a maioria dos países do mundo.

As tecnologias avançadas para o setor de construção na China possibilitam obras emergenciais de curta duração. No caso específico do hospital de Wuhan, foi utilizada uma técnica de construção pré-fabricada, com base na planta de uma obra realizada no início do século.

Tecnologia para construção na China

Eficiência é a palavra de ordem na China. Construir um hospital de 25 mil m² em dez dias começando do zero é uma missão quase impossível. Por isso, os responsáveis pela obra utilizaram uma planta do Xiaotangshan, um hospital construído em 2003 para tratar de pacientes do SARS – outro vírus epidêmico que causou centenas de mortes no país. Assim, toda a etapa de projeto foi dispensada.

Construção de um hospital de 1.000 leitos e 25 mil metros quadrados para combater o coronavírus em 9 dias na China.

Na construção pré-fabricada, o empreendimento é dividido em módulos, que são produzidos em uma fábrica para depois serem transportados ao local da obra. Com a planta do hospital já pronta, bastou levar o projeto para o sistema que integra todos os equipamentos da fábrica e iniciar a produção de alta velocidade.

Hoje, a China é um dos líderes mundiais em smart factories (fábricas inteligentes), em que tecnologias como robótica, 5G e Internet das Coisas, entre outras, são utilizadas para aumentar eficiência da produção. Neste sentido, a indústria 4.0 torna-se complementar ao setor de construção e agiliza o processo em obras emergenciais, como é o caso do hospital Huoshenshan.

A tecnologia para o setor de construção civil está transformando o setor não apenas na China, como em todos os polos de inovação do mundo. No entanto, muitas empresas deste mercado no Brasil ainda não utilizam tecnologias disruptivas em seus negócios.