Atualmente diversos aparelhos são conectados aos modernos equipamentos, por meio de Internet das Coisas (IoT), interagindo uns com os outros para monitorar e executar tarefas, com diferentes graus de inteligência.

Considera-se para os cálculos, no trabalho em obras rodoviárias ou de infraestrutura, medidas no tempo e em horas, e quando empregando um conjunto de máquinas, em unidades de medida da execução por hora de trabalho.

Portanto, quando avaliamos as maquinas e equipamentos de forma isolada, o resultado das expressões é apresentado em horas de trabalho.

Entretanto, quando em trabalho de equipe, as medições vão expressar um coeficiente de produção, ou seja, ml/h, M2/h ou m3/h.

Nos manuais técnicos de engenharia, dos sistemas referenciais de custos do DNIT, nestas tipologias de preços de obras, são adotadas duas formas, em que são obtidos os indicadores e coeficientes para a realização dos serviços de produção.

Em ambas as formas de dimensionamento, os indicadores e coeficientes são reduzidos a uma unidade de medida, para posterior adoção na composição do custo unitário do serviço.

Fórmula das Variáveis Intervenientes

Considera a produção isolada dos equipamentos e fixa critérios de hierarquia.

Nesta condição, o equipamento expressa sua produção estimada em horas de trabalho, e está dimensionado por características técnicas padronizadas e otimizadas pelo fabricante.

Apropriação em campo

Considera a aferição da produção em campo das equipes mecânicas, tratadas estatisticamente.

Nesta condição, para que haja adequação técnica, na analise de desempenhos, devem estar selecionados por complexidade, grandeza, natureza e tipologia da obra, uma vez que o equipamento recebe impactos de contingências típicos da apropriação de cada atividade.

Rendimento da produção de uma equipe de equipamentos

Primeiramente a nossa abordagem, levantando questões e buscando critérios para inovação, vai enfocar o dimensionamento, realizado através dos elementos, que compõem as fórmulas das variáveis intervenientes.

Considerando um determinado volume de serviço a ser realizado, é admitida a formula:

Produção = (Capacidade/ Tempo) x Fator de Trabalho (FT)

Sendo:

Produção é a quantidade de serviço realizada na unidade de tempo (h), executado por um conjunto de equipamentos.

Equivalente a uma velocidade, em que o serviço pode ser executado, medido na unidade/tempo.

Na conversão para elaboração da composição de custo, essa produção será reduzida a uma unidade de medida, para representar o custo unitário do serviço.

Onde,

Tempo => tempo de referência, adequado à obtenção do trabalho da produção, que pode ser um tempo de um ciclo, ou de um turno ou de uma jornada.

Capacidade => quantidade da produção medida no tempo de referência.

Fator de Trabalho (FT) => é a soma de um produto de fatores que agem sobre cada parcela componente da produção, representado algumas adequações à forma de medição e as interferências no desempenho do serviço.

Assim, entende-se que, esta velocidade determinada ao serviço executado, poderá sofrer impactos, de acordo com o Fator de Trabalho (FT), engenhosamente estipulado de forma regulamentada para corrigir e/ou adaptar este serviço.

Entende-se, também, que o quociente que representa a velocidade de trabalho, consequentemente refere-se a uma regra convencional, de que é a seleção do equipamento mestre, do conjunto em operação, quem determina essa parcela no cálculo da Produção.

Esta parcela, cuja razão Capacidade e Tempo, também são indicações cientificas, uma vez que são obtidas por meio da fixação da Eficiência Nominal do equipamento, extraídas dos manuais dos fabricantes.

Para cálculo dos custos dos preços de obras, há ainda, considerações de horas produtivas e improdutivas dos equipamentos componentes da equipe, em função da condução do trabalho pelo equipamento mestre.

Recomendação técnica para a aplicação

Em se tratando de obras de Complexidade, Grandeza, Natureza e Tipologia diferentes das obras convencionais e repetitivas, que fazem parte dos acervos que constituem os sistemas referenciais de preços de obras, é imprescindível que, para serem utilizados quaisquer desses parâmetros definidos no padrão, deverão estar ajustados adequadamente, tornando-os representativos à realidade que caracteriza o serviço, sob pena de apresentarem distorções, que impactam diretamente o custo e o cronograma da obra.

Inovação essencial em curso

Atualmente diversos aparelhos são conectados aos modernos equipamentos, por meio de Internet das Coisas (IoT), interagindo uns com os outros para monitorar e executar tarefas, com diferentes graus de inteligência.

  • A robótica permite, através de sensores nos equipamentos, garantir automação, precisão, segurança, economia e agilidade.
  • Os Drones auxiliam por representação em 3D, na digitalização e mapeamento do espaço de trabalho, possibilitando acompanhar todo o processo das etapas de construção, com a utilização da ferramenta BIM (Building Information Modeling. 
  • A Realidade Aumentada e a Virtual, possibilitam a detecção de falhas, por meio da inspeção nos serviços, evitando retrabalhos e reduzindo os riscos na segurança.
  • Os Beacons de localização, podem se utilizados, por meio de tags, para rotular e rastrear remotamente, localizando e referenciando os equipamentos.
  • Os sensores sem fio tipo Smart Grid, garantem qualidade e integridade aos eventos de monitoramento.
  • A tecnologia em evolução do laser scanner, para mapeamento e levantamentos de dados, conta com inúmeros recursos e atua de forma dinâmica na execução das tarefas.
  • Sistemas Safety Sense, de operação por controle remoto, permitem classificação de materiais através de funções de comando diretamente da máquina ou por cabines externas.
  • Alta tecnologia, também é aplicada, nas avaliações geotécnicas e geológicas.

Considerações do rendimento da produção de uma equipe de equipamentos

As soluções de Internet das Coisas integradas a bancos de dados em nuvem vão permitir um elenco de inovações na área de formação dos preços de obras, incorporando precisão ao modelo analisado.

A representatividade e a rastreabilidade vão possibilitar modelar virtualmente toda a atividade da produção, modificando radicalmente o modo pelo qual hoje avaliamos o dimensionamento dos equipamentos.

Os novos sistemas referenciais, que surgirão brevemente, contarão com conectividade de rede de dados, disponibilizando informação de exata correspondência as qualificações naturais, especificadamente requeridas, a um determinado serviço.


No próximo artigo nosso foco será sobre inovações de como medimos a Eficiência de uma equipe de equipamentos, trabalhando isoladamente e em conjunto.