Além de São Paulo, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (8.276), Bahia (4.305), Pará (3.641) e Paraná (2.892).

Por Rafael Marko, SindusCon-SP. A indústria da construção brasileira criou novos empregos em setembro, pelo quarto mês consecutivo, depois de três meses de quedas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados em 29 de outubro pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

A construção abriu 45.249 postos formais de trabalho em setembro, constituindo-se no terceiro setor que mais elevou seu nível de emprego no mês, atrás dos serviços (+80.481 empregos) e do comércio (+69.239).

De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), “o país precisa superar desafios para sustentar o crescimento do emprego, como sinalizar um rumo para o reequilíbrio fiscal, proporcionando a segurança necessária para atrair investimentos. No caso da construção, esperamos que se mantenha a desoneração da folha de pagamentos e que o setor tenha tratamento adequado na reforma tributária, de modo a não sofrer elevação em sua carga”.

Saldo positivo no ano

O saldo entre admissões e demissões na construção no acumulado do ano continua positivo. De janeiro a setembro, o setor criou 102.108 vagas, uma variação de 4,7%. Ao final daquele mês, a construção empregava 2.269.033 de trabalhadores com carteira assinada no país.

Já o saldo entre admissões e demissões entre todos os setores da atividade econômica no país resultou na abertura de 313.564 vagas em setembro. Entretanto, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, persiste um saldo negativo: o fechamento de 558.597 vagas.

Por Estados

Das novas vagas abertas pela construção em setembro, 8.188 registraram-se no Estado de São Paulo.

Além de São Paulo, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (8.276), Bahia (4.305), Pará (3.641) e Paraná (2.892).