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Custo de materiais é maior problema enfrentado pelo mercado imobiliário em 2022, segundo pesquisa

O cenário do mercado imobiliário é visto com otimismo para 62% dos respondentes

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Breno Damascena, O Estado de São Paulo – De acordo com levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica, em parceria com a ABRAINC, 82% das empresas observam o custo de materiais como a maior dificuldade para o setor no ano de 2022. O item foi seguido de longe pela dificuldade de aprovação/licenciamento (44%) e pelo custo de terrenos (33%).

A pesquisa que destacou o custo de materiais foi divulgada durante a 5ª edição do Fórum Brasileiro das Incorporadoras Imobiliárias (INCORPORA), evento promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), que reuniu grandes entidades e empresas do setor.

Realizado a partir de questionário com 356 empresas e 850 consumidores, o estudo se propôs a traçar um panorama do cenário atual e compreender as expectativas para 2023.

O contexto é visto com otimismo para 62% dos respondentes, que acreditam que no próximo ano a conjuntura do mercado estará um pouco ou muito melhor do que está agora, enquanto apenas 3% acreditam que estará muito pior.

“A maioria das pessoas previa um cenário desfavorável, sobretudo pela alta dos juros, mas não é o que temos visto”, afirma Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica, responsável pela pesquisa. Não é para menos. Afinal, 55% dos respondentes disseram que venderam acima ou de acordo com a meta prevista no início do ano. Por outro lado, 38% vendeu abaixo da meta.

Do ponto de vista dos consumidores, observa-se a consolidação de tendências, como o impacto significativo das compras de imóveis com viés residencial. Foram 85% das unidades vendidas em 2022, sendo 69% para moradia e 16% para 2ª residência ou imóvel de lazer. No entanto, a intenção de compra para os próximos meses caiu e está em 33% neste momento.

O destaque está por conta do aumento da intenção de compra entre os respondentes que recebem acima de 15 mil reais por mês – o que justificaria o crescimento na venda de imóveis de alto e médio padrão. “A compra do imóvel é vista como uma forma de proteger parte do patrimônio da alta inflacionária, assim como obter ganhos reais no longo prazo”, aponta Luiz França, Presidente da ABRAINC.

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