O cálculo dos custos de manutenção de equipamentos fundamenta-se em coeficientes existentes em publicações especializadas dos fabricantes. A verificação das tabelas e ábacos dos manuais técnicos, que requer método aproximado dessas fontes, vinculam os custos dos recursos destinados à manutenção, com o custo de aquisição do equipamento.

Os manuais dos sistemas referenciais de custos padrão do DNIT, instruem que os índices e coeficientes do tempo de trabalho, sobre as condições da produção de máquinas e equipamentos, devem ser obtidos mediante a aplicação dos seguintes procedimentos:

Dimensionamento e cálculo do tempo de produção pelas condições de operação (CO) de um equipamento

Para definirmos esse valor adotamos as seguintes premissas:

Considerações das condicionantes sobre a produtividade da mão de obra e do consumo dos combustíveis e lubrificantes:

Utilização leve, média ou pesada a partir dos diferenciais de modelo, tipo e marca do equipamento; das características particulares da tipologia do serviço; do estado de conservação e manutenção e da habilidade do operador. 

  • Ajustes na caracterização das condições de operação

Equipamentos sujeitos a variação de desgaste devem vincular vida útil às condições em que operam.

O SICRO recomenda a vinculação de forma simplificada em 3 níveis com a caracterização em função da tipologia do serviço, ou seja: Condições de operação: leve, média ou pesada (Vide tabela no SICRO).

Dimensionamento e cálculo do tempo de produção pelas condições de manutenção (CM) de um equipamento

Para definirmos esse valor adotamos as seguintes premissas:

Consideração sobre os reparos em geral, conservação e recursos consumíveis de material rodante, decorrentes do prazo de vida útil:

  1. Tipos de solos
  2. Tipos de superfície de rolamento
  3. Caracterização das cargas
  4. Velocidade máxima utilizada 
  5. Cuidados na manutenção
  • Ajustes de Vinculação da vida útil pelas condições de manutenção

Tipo de solo

As características de cada um dos tipos de solos 1ª, 2ª, 3ª categoria ou solos tufosos ou úmidos vai requer mais ou menos esforço dos elementos do equipamento solicitado como motor, transmissão, chassis, desgaste do material rodante, bordas cortantes, dentes de caçamba, etc.

O SICRO recomenda que na terraplanagem sejam utilizados os Fator de Conversão de Volumes (FV) para correção.

Superfície de rolamento da operação

Equipamentos podem operar em vários tipos planos com características firmes e lisas, até irregulares, com matacões ou rocha explodida, sendo que essas condições influenciam a vida útil, implicando no maior ou menor desgaste da estrutura e dos componentes. Fator de Conversão.

Caracterização das cargas

A estimativa de quantificação das cargas que são recomendadas, ou a sobrecarga que transporta, dependem da adoção pela experiência do construtor, comparada às recomendações dos fabricantes.

Para obter a capacidade efetiva do equipamento é necessário ajustar a capacidade geométrica ou nominal do equipamento, no caso, as tabelas referenciais adotam as faixas recomendadas pelos fabricantes, e expressam a menor ou maior dificuldade de carga.

O SICRO recomenda que no caso de operações de escavação, carga e transporte, de forma coordenada ou isolada, o ajuste é sobre o Fator de Carga na Terraplenagem (FC), que é a relação entre o Volume do corte (em estado confinado e definido como critério de medição e pagamento) e o Volume do material transportado (em estado solto). 

Velocidade máxima utilizada

O volume de tráfego é um fator reconhecido de redução de produção dos serviços, sendo que, as restrições ao tráfego se acentuam e se mostram particularmente relevantes quando se trata de obras mais próximas aos perímetros urbanos. 

Objetivando qualificar a utilização dos fatores de eficiência, o SICRO propõe a utilização de um Fator de Interferência de Tráfego (FIT) a ser aplicado diretamente no orçamento para adequação dos preços a essa situação. 

As obras de engenharia de infraestrutura executadas ao ar livre são normalmente influenciadas pelas chuvas, em diversos graus de intensidade, e seus efeitos encontram-se fortemente associados à natureza e às propriedades do solo, tais como, a textura, a granulometria, a permeabilidade, a declividade do terreno, a cobertura vegetal, entre outros. 

Com intuito de prever a influência da pluviometria e de outras condições climáticas desfavoráveis sobre a produção dos serviços, o SICRO propõe a utilização de um Fator de Influência de Chuvas (FIC) a ser aplicado diretamente sobre o custo unitário de execução (mão de obra e equipamentos) de alguns serviços. 

Cuidados na manutenção

O cálculo dos custos de manutenção de equipamentos fundamenta-se em coeficientes existentes em publicações especializadas dos fabricantes. 

A verificação das tabelas e ábacos dos manuais técnicos, que requer método aproximado dessas fontes, vinculam os custos dos recursos destinados à manutenção, com o custo de aquisição do equipamento.

Recomendação técnica para a aplicação

  • A utilização pela tipologia de serviço em obras de campo aberto

Consideram tipos e modelos de equipamentos que são convencionais e repetitivos pela frequência de utilização. 

As ineficiências apuradas nos sistemas referenciais são devidas às interferências de serviços tipicamente presentes nas cidades.

Essas considerações restringem-se às condições estritamente normais no trabalho.

  • A utilização pela tipologia de serviço de obras em ambiente urbano

Os custos horários dos equipamentos no SICRO apropriam as ineficiências típicas de se trabalhar neste ambiente. 

  • Utilização pela tipologia de obras com características diferenciadas

Os fatores a serem considerados nas respectivas composições de serviços devem é ser oriundas de processos de aferição realizados através de medições em campo.

Objetiva-se apurar especificamente intervenções de características diferenciadas.

O custo horário produtivo e improdutivo deve ser obtido em função dos desempenhos aferidos.

Inovação essencial em curso

O Machine Learning, através de técnicas estatísticas que permitem ao computador aprender sem ser explicitamente programado, e a garimpagem com armazenamento de dados na nuvem, possibilitam que sejam acessadas as s informações, com a legitimidade e conformidade dos elementos levantados, em qualquer momento e em qualquer lugar.

A tecnologia de armazenamento na nuvem, também, possibilita abrigar programas, que podem ser utilizados diretamente na própria rede, assim como qualquer outro serviço provido na web.

A diversificação dos data centers possibilita que os conteúdos da nuvem sejam armazenados em servidores com vários níveis de segurança, tanto digital quanto física, que se comunicam por meio protocolo através de portas.

Uma grande iniciativa em desenvolvimento está sendo a interação do BIM (Modelagem de Informações da Construção) com os sistemas de precificação por meio de KPI’s caracterizados, avanço tecnológico que em breve veremos surgir.

No próximo artigo (Parte VI) daremos continuidade ao tema, incluindo os ajustes e as considerações de inovação sobre a Operação e Manutenção de uma equipe de equipamentos, trabalhando isoladamente e em conjunto.