Além de estarem antenados pelas transformações que estão ocorrendo, os profissionais da Engenharia de Custos devem estar à frente dessas forças de evolução, sendo necessário o aprimoramento na sua formação.

“Estude, fique cercado de gente boa, corra riscos. O Brasil precisa de gente querendo fazer acontecer.”

Esta celebre frase foi dita por Jorge Paulo Lemann, que é um renomado economista e empresário suíço brasileiro. Em 2019, foi considerado pela Forbes como o segundo homem mais rico do Brasil, atualmente investe nos fundos Gera Venture Capital e Innova Capital.

O Innova potencializa startups e a Gera Venture é focada em educação, ambas sobre plataforma de alta tecnologia.

É assertiva a sua afirmação de que o Brasil necessita desenvolver-se, contando com os nossos próprios profissionais, e estes, capacitados para essa missão.

Mas, o que podemos esperar dos profissionais da Engenharia de Custos na nova década que se inicia em 2020?

Muitos aspectos hoje disponíveis são evidentes para as transformações que deverão transcorrer, considerado um futuro próximo.

Temos a oportunidade de constatar tendências, que certamente irão reformular o cenário atual, vislumbrando um novo ambiente de trabalho, exigindo novas qualificações profissionais.

Alguns fatores que nos permite essa reflexão:

ASPECTOS TENDÊNCIAS
Inovação de Processos Sensores e Internet das Coisas (IoT)
Avanços na Tecnologia Big Data e Inteligência Artificial
Escassez de Recursos Diversidade e Soluções inovadoras
Mudança da Ordem Econômica Global Acirramento da Competitividade
Competição e Colaboração por Parcerias Amplitude da Oferta de Negócios
Cobrança da Sociedade Transparência e Comprobabilidade
Loops de Aprendizado Integrados Machine Learning
Organizações Hibridas Homem + Máquina e Automação
Ciclo de Vida das Organizações Modelo Negócios Evolutivo
Ambiente de Incertezas Experimentação e Co-Evolução
Efeitos Externos Negativos (Variação Climática, Crise Política, FakeNews …) Busca dos valores social e comercial

No caso dos profissionais da Engenharia de Custos, além de antenado pelas transformações que estão ocorrendo, deve estar à frente dessas forças de evolução, sendo necessário o aprimoramento na sua formação.

Um novo modelo de gerenciamento, baseado na aceleração da mudança tecnológica, no aumento do escrutínio dos negócios e na polarização da Sociedade está ocorrendo, e para manter o jogo dos negócios, os negócios precisam fazer parte da solução.  

Assim, o mercado exige dos profissionais da Engenharia de Custos outras qualidades e uma nova postura, na capacidade de aprender e no esforço que o seu trabalho irá requerer, quais sejam:

  • Questionador das suposições que lhes são impostas, diversificando e adaptando abordagens e argumentos, para implementar adequadamente as mudanças, que superficialmente, podem estar fundamentadas apenas por evidências.
  • Observador prático e perspicaz, para buscar entender o Que? Como? E o Por Que?, de processos e o seus sequenciamentos, sobre as bases de um  determinado funcionamento.
  • Organizador racional, que dê ênfase em trabalhar com a estruturas de elementos enxutos e conectados, combinando o que há de melhor, em termos dos recursos aplicados, e adaptando-se em todas as escalas de espaço/tempo.
  • Resiliente, por saber trabalhar sistemas flexíveis e dinâmicos, decorrentes das transformações algorítmicas, que ocorrem em larga escala e que compreendem múltiplos tipos de desafios.
  • Modelador proativo, nas questões de impactos dos meios sociais e políticos, que afetarão progressivamente suas atividades, garantindo que seus negócios sejam de relacionamento duradouro e criem valor social e econômico.
  • Dominador da lógica por meio da alta tecnologia, para identificar e atender às necessidades, decodificando os grandes volumes de dados com as melhores ferramentas disponíveis.
  • Agregador, que possibilite orquestrar um ecossistema progressivo, incluindo as interfaces externas, unindo eventuais parceiros e criando plataformas de negócios com diversas funções que se conectam.
  • Criativo nos sistemas autônomos, para validar algoritmos confiáveis, que reconheçam diversos padrões de dados e assumam novas prioridades estratégicas.
  • Variedade nas experiências profissional e na formação educacional, que estas sejam significativas, uma vez que as empresas que abrangem mais heterogeneidade estão melhor posicionadas para resistir a mudanças imprevistas.
  • Senso de ações de urgência dentro da organização, para garantir que todos envolvidos tenham a capacidade de resistir a choques imprevistos e compreendam verdadeiramente a necessidade de mudança.

Concluo que esta seleção, seria a capacitação expressiva e destacada dos profissionais da Engenharia de Custos, onde com o aperfeiçoamento encarado de forma ininterrupta, é a chave para transporta-lo para um cenário de solucionador dos desafios esperados na nova década.