Iluminação não tem segredo, com certeza, mas tem estudo. Sou uma pessoa extremamente curiosa, e gosto de saber o porquê das coisas. Não me cansa estudar, acho a programação mais divertida do mundo e se pudesse ficaria estudando o dia todo. Dou aulas em Pós Graduação desde 2012. Golpe de sorte do destino? Acho que não.

Comecei a trabalhar com Led quando ainda era novidade e cursei a Pós-graduação em Iluminação e Design de Interiores, na Turma de 2008, saudades desta turma, primeira Turma de Iluminação São Paulo, muita gente da área, colegas muito queridos. Eu trabalhava na época como arquiteta de especificação no primeiro showroom dedicado a iluminação Led de São Paulo, a LIGHT ID. Eles queriam contratar um Lighting Designer, mas era a única arquiteta que já conhecia a tecnologia LED, eu frequentava o painel de mudanças climáticas do IPCC, acho que era em 2007, e fiz um curso de práticas sustentáveis na construção onde entrei em contato pela primeira vez com a tecnologia LED, como eu precisava fazer os projetos de retrofit, especificar e até encontrar nos catálogos dos fabricantes produtos equivalente aos produtos solicitados, fiquei craque em fotometria rapidinho e é o que eu ensino sobre iluminação hoje aos meus alunos. 

A fotometria é o segredo, não importa a fonte. O resto é reflexão, e quanto melhor for o índice de reprodução da cor da luz das fontes, melhor seu resultado. Ao projetista cabe o domínio das fotometrias, e o entendimento de todas as grandezas e qual a influencia da luz nos seres vivos. Minha primeira pesquisa na área foi sobre “A Luz, o Sono e a Saúde” publicada em 2011 sobre o ciclo circadiano e a produção da melatonina, assunto que pesquiso sempre aqui no Blog da Liga, e sempre tem novidades. Quando leio um artigo novo, faço um resumo em português e divulgo as informações, as boas publicações são sempre em língua inglesa e nem sempre acessíveis a todos.

Em 2016 publiquei minha pesquisa sobre “Iluminação na Paisagem”, eu tinha muitas dúvidas de qual iluminação era melhor no espaço noturno urbano, hoje posso afirmar que é em pelo menos 605nm. Consegui convencer um fabricante a apoiar minha pesquisa e atualmente a Interlight está produzindo uma linha para paisagem com um diodo especial em 605nm que não emite o espectro azul do led. São processos muito ricos quando conseguimos o apoio da indústria em nossos projetos.

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Silvia Maria Carneiro de Campos, natural de São Paulo, onde reside, atua no mercado de iluminação LED desde 2008, arquiteta especialista em iluminação LED, com Pós Graduação em Iluminação e Design de Interiores e Master em Arquitetura & Iluminação. É titular do escritório IRIS um olhar para o futuro, e atua como Consultora de Negócios, inteligência estratégica e Relacionamento à industrias de iluminação, oferecendo atendimento técnico aos arquitetos e especificadores luminotécnicos em Projetos com tecnologia LED e Projetos Luminotécnicos de diversos seguimentos. Também dá aulas de iluminação em cursos de Pós Graduação. Certificada em Acessibilidade pela SMPD-SP foi colaboradora no CB-40 comitê de acessibilidade na revisão da ABNT 9050/15 e do comitê CB-03 COBEI da ABNT, onde participou da revisão das normas ABNT 5101 (Iluminação Pública) e 5413 (Iluminação de ambientes de trabalho, atual ABNT ISO/CIE 8995-1). Atualmente é colaboradora do grupo de projetos luminotécnicos da Comissão de Estudo Especial Modelagem da Informação da Construção (BIM) – Grupo de Trabalho sobre Componentes BIM ABNT/CEE-134