É através dos registros hidráulicos que a passagem de água em tubulações é controlada e eles podem ser de dois tipos: de pressão ou de gaveta. Os registros de pressão são aqueles em que o usuário consegue regular o volume de água conforme sua necessidade. São utilizados nos chuveiros por exemplo. Já os registros de gaveta, também chamados de registro geral, funcionam totalmente abertos ou totalmente fechados e servem para interromper ou permitir o abastecimento de água para um determinado cômodo. Eles são muito úteis em casos de manutenção ou emergência. Imagine a situação: Você comprou um chuveiro novo e vai trocá-lo ou uma torneira quebrou e você precisa impedir que a água continue jorrando até que o reparo seja feito. Você precisará fechar o registro de gaveta desses cômodos.

Ambos os registros são compostos por uma base específica (base de gaveta ou de pressão) e um acabamento, que pode ser o mesmo independente do tipo de registro e possui um valor estético. A base é o suporte de todo o mecanismo e o acabamento é a forma pela qual são acionados: servem para abrir ou fechar. Essas partes são encaixadas entre si e devemos ficar atentos à compatibilidade entre elas.

Base de registro mais acabamento (Fonte: Blukit)

Se sua obra está partindo do zero ou teve mudança na locação dos pontos hidráulicos, o interessante seria que você já soubesse o modelo de acabamento que deseja usar, para comprar bases de registro compatíveis com ele. Mas se sua reforma manteve os pontos nos lugares originais e principalmente, se não previu “quebra-quebra”, o mais indicado é que os acabamentos sejam comprados de acordo com as bases já existentes.

Você não sabia disso, comprou um acabamento incompatível e só percebeu depois de abrir a embalagem? Calma! Você não precisa comprar um novo acabamento e nem quebrar sua parede para trocar a base de registro. Uma opção nesse caso, é gastar um pouco mais comprando um conversor de bases, que não é algo tão caro mas pode custar o preço de um acabamento popular ou ter um valor significativo quando falamos de compras em grandes quantidades. Um fabricante muito conhecido de conversores é a BluKit.

Base de registro mais conversor + acabamento (Fonte: Blukit)

Antes de escolher seu acabamento, é preciso que você saiba que no mercado existem bases com três diferentes tipos de encaixe. A diferença entre eles está na quantidade de estrias existentes: 16, 19 e 20 estrias.

Diferentes tipos de encaixes das bases de registro (Fonte: Celite)

O padrão com 20 estrias é considerado universal e conhecido no mercado como padrão Docol. O de 16 estrias é conhecido como padrão Deca e o de 19, como padrão Fabrimar. Esses três fabricantes produzem modelos de acabamentos compatíveis somente com suas bases.

Existem outros fabricantes, como a Celite por exemplo, que não possuem bases próprias e fabricam acabamentos compatíveis com as diversas bases. Nestes casos, um mesmo modelo de acabamento pode ser específico para até as três diferentes bases. É preciso consultar o catálogo e ficar atento à embalagem.

8 tipos de bases de registro para um mesmo tipo de encaixe. (Fonte: Celite)

Fonte: Pró-Reforma

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Arquiteta e Urbanista pela (FAU/UFRJ + Universidade do Porto). Mestre em Engenharia de Produção (COPPE/UFRJ). Doutoranda em Arquitetura (PROARQ/UFRJ) Criadora da Pró-Reforma (www.pro-reforma.com), ferramenta de apoio à tomada de decisão em projetos da CUG Consultoria, startup residente da Incubadora de empresas da COPPE/UFRJ. Professora substituta do Departamento de Projeto de Arquitetura do curso de graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo UFRJ de 2016 a 2018, ministrando disciplinas de projeto de arquitetura, projeto executivo e projeto de interiores, além disciplina eletiva “relação teoria e prática”, com foco no custo das decisões arquitetônicas. Professora do programa de Educação Continuada do IAB/RJ – IAB Compartilha. Professora da plataforma de ensino a distância EstudeAE Profissional com experiência no desenvolvimento de projetos e no acompanhamento de obras de construção e reformas desde 2007, tendo ocupado o cargo de gerente de projetos na Mareines+Patalano Arquitetura, onde atuou de 2005 a 2013, tendo participação efetiva em todos os projetos desenvolvidos pelo escritório nesse período. Experiência na execução de obras de empreendimentos imobiliários de 2007 a 2009, com atuação no canteiro em todas as etapas de execução, desde as fundações até a entrega da obra. Vencedora do prêmio Arquiteto do Amanhã (IAB/RJ).