Por Eduardo Pires*, O Estado de SP. Apesar de um desafiador 2020, a construção civil conseguiu fechar o ano com avanços, sendo o setor que mais gerou empregos formais no país nos primeiros dez meses do ano. Segundo dados do Ministério da Economia, foram 138.409 vagas criadas, melhor resultado para o período desde 2013, quando a construção gerou mais de 207 mil empregos.

E os bons números registrados em 2020 não param por aí. Mesmo em meio à pandemia, houve um crescimento de 5,6% no último trimestre, além da ampliação em postos de trabalho, com aumento de 10,7% na mão de obra empregada, segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2021, as expectativas são as melhores possíveis, já que os números positivos no final do ano passado se concretizaram mesmo com as atividades do setor 36% abaixo do pico de 2014, quando se registrou o maior nível da história do segmento. Segundo projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento deve avançar 4% neste ano, depois de recuar 2,8% em 2020.

Porém a perspectiva de rápido crescimento também representa um desafio para a construção civil. O aumento do número de obras em execução e empregados contratados exigirá a utilização intensiva de soluções tecnológicas para garantir controle, confiabilidade e velocidade aos processos, desde o orçamento e planejamento até a execução e acompanhamento da obra de forma detalhada. Tudo isso, para assegurar que os novos projetos sejam entregues dentro do escopo, do prazo e dos custos planejados, gerando a produtividade e rentabilidade esperada pelos investidores.

Assim, cresce a necessidade de criação de soluções que atendam as demandas específicas do setor. Dentre os exemplos, podemos citar sistemas mais robustos, que gerenciem todas as etapas de uma obra, do desenho do projeto à entrega do empreendimento, com alto nível de eficiência e perfeito controle de custos, em qualquer segmento de construção civil. Ou então ferramentas mais simples, porém que trazem um grande impacto, como um aplicativo desenvolvido para trazer mais mobilidade no gerenciamento das obras e projetos. A construtora ganha eficiência em controle de custos e rentabilidade, fazendo melhor gestão de recursos e profissionais, de documentos, processos e subempreiteiros, além de projeção do avanço físico da obra, pela comparação entre planejado e executado.

Estou certo de que as construtoras que possuam soluções digitais avançadas terão grande vantagem competitiva e maior sucesso neste novo “boom” da construção civil. Esses players estarão mais preparados para avançar rumo a mais produtividade nos trabalhos e um atendimento com mais qualidade, agilidade e eficiência, alavancando a retomada da economia e gerando resultados sustentáveis para o negócio.


*Eduardo Pires, diretor de Construção & Projetos da TOTVS