Olá, Todos Ligados?

No artigo de hoje vamos falar sobre a Qualidade Geométrica da Estrutura de Concreto Armado. Todos nós sabemos o quanto é importante executar a estrutura com qualidade, certo? Mas como se “mede” a qualidade geométrica? E quais são os critérios para se obtê-la?

Vamos lá, basicamente temos:

  • A medida correta das peças da estrutura – pilar, viga e laje. Significa que todas as peças concretadas, após a desforma devem estar com a medida exatamente igual ao projeto de estrutura nas 3 dimensões (base, altura e largura). Isso pode ser mais do que óbvio, mas para que essas peças saiam na medida correta dependem de três coisas fundamentais:
    1. A forma, seja ela de madeira ou qualquer outro tipo de material, deve estar fabricada na medida correta. Ou seja, qualquer erro na fabricação da forma, ao monta-la é certo que a estrutura também saia com erros de medida.
    2. A mão de obra – o montador-carpinteiro deve montar a forma na maneira correta estabelecida no processo executivo. A montagem incorreta da forma gera acúmulos de erros sucessivos, que no fim, são quase impossíveis de serem corrigidos. Imaginem tentar corrigir o posicionamento de um pilar após toda montagem da laje concluída!? Teria que desmontar e montar tudo novamente da maneira correta. Isso é quase impossível de se executar, então acabam concretando assim mesmo… e o resultado é daqueles horríveis.
  • A qualidade do material (forma e cimbramento), uma chapa de má qualidade acarreta um mau aspecto e compromete a qualidade.
  • Quando os quatro quesitos: prumo, esquadro, alinhamento e nivelamento – estiverem dentro de uma tolerância máxima pré-estabelecida. Geralmente adotamos com os nosso clientes uma tolerância máxima de 3mm (isso mesmo três milímetros! Falaremos mais sobre essa tolerância em outro artigo). Os pilares devem atender os quesitos de prumo e alinhamento; As vigas: alinhamento e nivelamento e as lajes; nivelamento e esquadro.

Bom até agora nenhuma novidade. O importante é saber que quando uma estrutura vai “mal”, ou seja, com pouca qualidade, é certo que todos os demais subsistemas (alvenaria, revestimento, fachada, etc) vão mal também! Dá para imaginar, afinal esses subsistemas terão que “corrigir” de alguma maneira a falha na execução da estrutura, gerando custos totalmente fora do orçamento, fora os desgastes e conflitos de equipes chegando ao ponto da obra sair completamente do controle da gestão.

Mas quando a estrutura é bem executada com qualidade assegurada o efeito dos subsistemas também se inverte, ou seja, todos se esforçam para manter a mesma qualidade provinda da estrutura. Tudo acontece dentro do prazo e do orçamento estimado, metas são conquistadas e a gestão no controle.

Podemos ver nas fotografias abaixo alguns exemplos que ilustram essas realidades. Percebam o prumo do edifício, o alinhamento e nivelamento das vigas em relação à alvenaria.

bom ruim

Anotem aí a receita de uma estrutura com qualidade satisfatória:

  • Um bom projeto de estrutura;
  • Um bom projeto de formas de madeira;
  • Uma boa fabricação das formas de madeira;
  • Uma boa montagem das formas;
  • Uma boa manutenção das formas;
  • Uma boa equipe de mestres, encarregados e carpinteiros capacitados e treinados;
  • E claro uma boa gestão do empreendimento.

Por isso que é importante ter de um bom projeto de formas de madeira que seja confiável e também esteja com todos os preceitos estabelecidos na norma ABNT NBR 15696 – Formas e escoramentos para estruturas de concreto – Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos.

Nosso trabalho consiste na consultoria de execução de estrutura, projetos de formas de madeira e, treinamento e implantação do procedimento de montagem das formas. Sempre com foco na qualidade da estrutura, melhoria de produtividade da mão de obra e redução de custos. E claro, atender as necessidades da obra.

Sou Eng.Rogério Sato, sócio da Assahi & Associados. E desejo uma boa obra a todos!