Tenha hoje mesmo a ousadia de colocar em um papel o nome das pessoas que mais te aborrecem, escreva ao lado do nome o comportamento que mais te “tira do sério” e reconsidere o que você pensa sobre você mesmo.

Seja no trabalho ou na vida que você leva quando não está trabalhando, pessoas te rodeiam. Algumas você escolheu, outras você diz que não. Algumas te servem, te favorecem, te elevam, te enchem de vigor, te dão alegrias e outras não ou nem tanto? Se sua resposta é: Isso! É isso, está certinho! Convido você a seguir a leitura, talvez você faça alguns ajustes na sua forma de pensar e então ganhará possibilidades de transformar para melhor a sua experiência de vida inter relacional.

No campo do funcionamento consciente do pensar e sentir defendemos nossos pontos de vista, fazemos juízos de valores e auditamos tudo e todos a partir de nós mesmos. Tudo bem para tudo isto desde que não tenhamos expectativas pueris de que a vida no mundo é de acordo com as nossas verdades e percepções semânticas.

O mundo é um composto de subjetividades humanas organizadas, ao longo do tempo, em acordos e leis morais, cerimoniais, cíveis para o bem comum. E mesmo quando a lei faz todo sentido para nós, combina com nossa “verdade absoluta”, ainda assim é subjetiva. E, tudo bem também se estamos colaborando para que tudo esteja de acordo com os termos combinados sem favorecimentos unilaterais. É um fluir gostoso, afinal muita gente inteligente, por gerações e gerações, estudou e se dedicou a coisas que nem poderemos saber com profundidade para favorecer um bem viver a nós todos atualmente.

Nossa saúde, bem-estar e prosperidade depende do dever cumprido e da prática do bem como você já me ouviu dizer muitas e muitas vezes. Contravenções, transgressões e revelias fazem mal a saúde, consomem energia vital em demasia.

O bom mesmo é usar energia, foco e atenção para ajustes e mudanças de uma maneira respeitosa a tudo que já existe do jeito que é. Obediência é bom e estar desperto para tudo que pode ser modificado a partir de sua luta também é! Pessoas extremamente e unicamente obedientes para tudo e todas as coisas o tempo todo, obedecem cegamente, sem pensar, não utilizam todo o potencial que o mundo precisa. E pessoas insubordinadas, rebeldes e subversivas não conseguem comunicar em alta performance as maiores valias que estão vendo e desejando para o mundo, ao contrário, levam aos que cercam dor, tristeza, raiva, indignação, paralisia, medo.

Pois bem, talvez você esteja mais interessado em saber porque existem pessoas ao seu redor lhe dando “trabalho”, roubando sua energia realizadora, fazendo o seu dia ficar ruim. Quer mudar este quadro? Está disposto a flexibilizar, nem que seja só como teste, seus conceitos e perspectivas? Então vem:

Quem desejamos?

1. Você sabe responder nas várias fatias da sua vida (familiar, social, profissional, afetiva, espiritual e intelectual) quem você deseja ter por perto? Que pessoas você deseja se vincular e compor? Pessoas de que tipologia? Você sabe detalhá-las? Na maioria do tempo, são pessoas com qual estado de espírito, com quais comportamentos e condutas? Conhecimentos e cultura de qual espécie e preferência?

Atenção: Se não temos claramente quem desejamos ter por perto, qualquer pessoa chega. Nossa mente precisa especificações para buscar, consciente e inconscientemente, o que desejamos ter. Simples assim.

Sugestão: Visualize em detalhes as pessoas que deseja ter por perto na maioria do seu tempo. Escreva hoje mesmo sua lista de pessoas que quer ter por perto nas várias fatias da vida e deixe a sua vista o que escreveu. Para garantir sua intimidade, pode deixar dentro do livro de cabeceira, da gaveta de roupas ou no tablet, computador, celular – desde que você veja todos os dias.

Relacionamento

2. Você tem se relacionado com as pessoas através de um constante e impulsivo julgar? Seu pensamento é binário: essa pessoa serve, essa pessoa não serve?

Atenção: Onde colocamos a lupa, aumentamos. E o que mais falamos, mais fica em nós e o que mais fica em nós, mais nossa mente busca aproximar. Nossas mentes buscam estar corretas.

No piloto automático, buscamos mais do mesmo para nos sentirmos pertencentes àquilo que mais pensamos e sentimos. É maluco mesmo. Doido, mas verídico. Como exemplo digo que existem pessoas que foram durante anos maltratadas e que mesmo depois de libertas dos maus tratos, não se sentem confortáveis sendo bem tratadas. Há pessoas ricas, mas por um dia terem sido pobres, se sentem culpadas por terem prosperado. E, na culpa, voltam as suas misérias para se sentir de novo “adequadas”.

Sugestão: Ouça mais, fale menos. Perceba-se mais. Desacelere a mente dos pensamentos automáticos, dê chance a novas formas de pensar e sentir. Busque inteligências mais profundas que moram dentro de você. Observe as pessoas em suas escolhas, compreenda e respeite. Use sua curiosidade para ver o outro mais além. Use sua criatividade para projetar possibilidades positivas do que o outro é, investigue no outro os objetivos em comum e divirta-se com as incertezas.

Como já disse Dom Miguel Ruiz em sua obra “Os 4 Compromissos”, não temos condições para concluir todas as coisas ou ainda como na poesia de Clarice Lispector: “Decifra-me, mas não me concluas. Deixe-me te surpreender”.

Responsabilidade

3. Você acha que não tem responsabilidade pelas pessoas que tem convivido? Acha que o mundo está perdido e que não existem mais pessoas como você? Você sente que não pode contar com as pessoas?

Atenção: As pessoas que estão ao seu redor estão a seu serviço. Todas elas. Todas as pessoas que te cercam contribuem aos seus desejos, até os mais secretos e inconscientes.

As pessoas que você tem convivido têm um recado de vida para você e as possibilidades são infinitas. Vou exemplificar algumas poucas possibilidades:

  • Quem só fica bem quando dá mais, tem por perto pessoas que só gostam de receber.
  • Quem precisa se sentir maior que os outros, tem por perto “pessoas pequenas” para poder se sentir grande.
  • Quem só gosta de ensinar, tem ao seu redor pessoas que precisam aprender.
  • Quem depende de ser visto como “bonzinho”, precisa de pessoas nada boazinhas por perto.
  • Quem não gosta de delegar, precisa de pessoas sem proatividade por perto.
  • Quem prefere não compartilhar o que sabe, precisa de pessoas desinteressadas e acomodadas por perto.
  • Quem só vive bem quando chefia e controla tudo e todos, busca ter por perto soldadinhos fieis, pessoas sem atitude, com medos ou sem coragem para agir e se posicionar.
  • Quem bate no peito para dizer que é forte, é imã que atrai quem não tem forças.
  • Quem é inflexível e não gosta de mudar, se cerca de pessoas passivas (diferente de pacífico, ok?).
  • Quem gosta de ter as glórias só para si, se afasta de pessoas de discretas glórias.
  • Quem se habituou a vitimizar-se não se aproxima de pessoas que protagonizam com alegria suas vidas.

Sugestão: Tenha hoje mesmo a ousadia de colocar em um papel o nome das pessoas que mais te aborrecem, escreva ao lado do nome o comportamento que mais te “tira do sério” e reconsidere o que você pensa sobre você mesmo. Você é altamente responsável pelo que te cerca. É a lei universal do equilíbrio de forças agindo. Se você ganha consciência e aceita que é responsável por tudo que te acontece em suas carências totalmente humanas você abre um portal para o novo chegar. A mente buscará novas formas mais inteligentes de suprir suas carências. Faça sua linha de corte. Vá para o que desejar viver!     

Lembre-se, tudo aquilo que faço repetidamente, constantemente, fico bom, ganho excelência. Quer ter por perto mais pessoas que te inspiram todos os dias a ser alguém ainda melhor? Quer sua energia canalizada para tudo que é realização, alegrias, amor, união, paz e saúde? Pode! É só arregaçar as mangas. Dê o primeiro passo. Vá em frente. Eu apoio, conte comigo!