Em média, 12 mil casos de furtos e roubos a casas e condomínios foram registrados por ano em todo o Estado de São Paulo de 2014 a 2018, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, com a Secretaria da Segurança Pública. Com esses números alarmantes, cresce o interesse das incorporadoras em incluírem nos projetos de Segurança dos seus empreendimentos a elaboração de entradas seguras que evitem invasões, assaltos ou qualquer outra ação que coloque o empreendimento como um alvo vulnerável.

Por isso, vamos mostrar aqui como a elaboração de entradas seguras devem ser pensadas por incorporadoras desde o projeto dos empreendimentos, em quatro passos:

1. Crie um sistema integrado de controle de acesso

Para controlar com eficiência a entrada do empreendimento é necessário considerar os 3 pilares da Segurança integrada: os Recursos Humanos, Recursos Técnicos e os Recursos Operacionais.

Um fator muito importante também, é o projeto de Segurança arquitetônico ser definido antes de dar início a construção do empreendimento. Devem ser inseridas clausuras tanto de pedestres quanto de veículos, localização da portaria e seus recursos físicos, e quais serão as barreiras físicas utilizadas.

Além disso, sistema de controle de acesso, câmeras, iluminação, alarmes e sensores e outras tecnologias podem ser bem escolhidas para atingir todos os objetivos do projeto.

O ponto principal do sistema integrado de controle para entradas seguras se inicia com a definição das premissas de acesso (que tipo de pessoa e veículo acessa o empreendimento, por onde, como e quando). Em seguida realiza-se a definição de Políticas, Normas e Procedimentos de Segurança. Elas que irão nortear o projeto arquitetônico, da tecnologia e atividades dos porteiros e todas as pessoas que circularão pelo empreendimento.

Portanto, o incorporador que quer satisfazer seu Cliente final, deve entregar a construção devidamente adequada a um projeto de Segurança. Se não o fizer, acaba gerando ao morador gastos significativos para reverter as falhas no processo de controle de acesso.

2. Desenvolva um cadastro

Roubos e furtos, nos quais os bandidos estudam o empreendimento e notam a inexistência de um cadastro, acabam entrando como se fossem colaboradores, prestadores de serviço e até mesmo como morador, acontecem diariamente.

Com a criação de um cadastro de todos os que entram e saem do local, essa prática criminosa é minimizada. Hoje em dia, há sistemas para identificação biométrica, por cartões, por celulares ou até mesmo reconhecimento facial, onde as pessoas devem ser previamente cadastradas.

Fornecedores, entregadores e prestadores de serviços (concessionária de energia, coletores de lixo, etc.) também precisam estar registrados e com autorização direta de um responsável pelo empreendimento, para conseguir entrar.

3. Conte com barreiras físicas

Além do cadastro, é importante o apoio de alguns equipamentos para que    possam evitar que pessoas indesejáveis ingressem no local. Alguns deles são:

– Portões duplos internos, tanto para entrada de pedestres quanto para de veículos, para impedir que visitantes e moradores tenham acesso direto ao local.

– A criação de um sistema de passagem via gaveta ou qualquer outro dispositivo que permita o acesso às mercadorias sem aproximação do entregador.

– Catracas e portas giratórias, garantem a entrada de uma pessoa só por vez e isso impede a entrada de “carona”. Contingenciamento deverá existir para a entrada de PNE, pessoas com carrinhos de bebê, crianças pequenas, etc.

4. Exija o cumprimento dos procedimentos de Segurança

Se logo no início do projeto do empreendimento, a incorporadora instituir Políticas e Normas de Segurança, incluindo-as nos regimentos internos do condomínio, o síndico terá meios para cobrar o seu cumprimento – através de notificações e multas aos moradores e advertências aos colaboradores.

Três tipos de documentos devem ser elaborados para o procedimento de entradas seguras:

– GCS (Guia de Convivência Social), onde estão todas as regras que os moradores devem seguir para ter um ambiente seguro, em rotinas e emergências.

– POPs (Procedimentos Operacionais Padrão), que trazem instruções técnicas para equipe de Segurança

– MPA (Manual de Procedimentos Administrativos), orientações para síndicos, gestores e gerentes das administradoras, em relação a manutenção dos processos de Segurança.

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