Na mídia atual, o tema em discussão é sobre a inovação nos diversos setores da Engenharia, ficando constatado que, por décadas, essa é a área com menos avanços para o seu desenvolvimento.

Na Engenharia de Custos, para ilustrar, particularmente em nosso país, chocante foi a desconsideração nas discussões dos valores das contratações das obras, ficando, estas, constritas às soluções de conveniência do Direito em desvantagem a razão lógica da Engenharia e, até mesmo, do mérito da Justiça.

Tamanho o vazio que nos perguntamos, o que, de fato, precisamos inovar na Engenharia de Custos ao ponto de obtermos processos de formação do preço de obras com orçamentos mais precisos e sem grandes distorções entre a previsão e a execução?

Comprova-se que a diversidade de componentes de softwares no mercado de engenharia, para elaboração de orçamentos de construção civil, é bastante abrangente e atende satisfatoriamente as demandas.

Ratificando, verifica-se que alguns desses programas são dedicados a dimensionar os processos das atividades de serviços, outros mais focados na projeção dos elementos da estrutura do projeto e, existem também, os direcionados à gestão e a comunicação entre agentes envolvidos.

É indiscutível a contribuição desses softwares no que diz respeito a sistematização da lógica dos processos e quanto a fluidez das respostas requeridas, ainda mais com o surgimento da metodologia BIM, essencial para a inovação do aprimoramento quantitativo.

Entretanto, esses sistemas utilizam-se de fórmulas para cálculo de composições de custos consolidados por bancos de dados obtidos por repositórios ou tabelas oficiais, indexadas de modo genérico.

Essas correspondem a um padrão de construção convencional e repetitivo, identificando-se como construção do tipo Edificação Habitacional, ou, até mesmo, Rodovias, onde as eficiências, os índices de desempenhos (produtividade e consumo), preços de insumos e de serviços, têm características de produção específicas para essas tipologias de obra.

Um problema frequente para os resultados desses sistemas, está no cenário da confiabilidade, onde há vícios na tolerância da variação, entre as faixas de preços e as margens de acuidade para a projeção inicial do orçamento inicial versus a sua efetiva conclusão.

Ocorre que, rotineiramente, sem o minucioso exame da natureza da aplicação e apurada pesquisa da origem dos seus componentes, ambos indispensáveis para o dimensionamento de conteúdos, não há efetiva avaliação das consequências, sendo as vezes definidas de forma imprescindível as referências com base nessas apropriações genéricas.

Conhecimento é imperativo na execução de obras de engenharia onde o porte, o volume, a extensão e o prazo e, também, em obras onde a complexidade tecnológica e operacional, requererem identidade de elementos essenciais particularizados.

A multiplicidade de soluções restritivas e a integração entre elementos, características dessas obras, implicarão na necessidade de informações mais específicas para a garantia da razoabilidade do preço, atribuindo conformidade e exatidão aos procedimentos de formação do preço.

A grande inovação incorporada aos processos de formação do preço de obras, está agora atribuída graças a organização, armazenamento e disponibilização de banco de dados singulares, exclusivos para cada tipologia de obra, onde cada atividade ou serviço tem sua dinâmica da estrutura analítica original.

Nosso trabalho exibido em vários textos de artigos deste site ConstruLiga é fundamentado na criatividade, conteúdo, colaboração e propósito, visando suprir essa escassez informações para a obtenção de preços de obras mais realistas.