A linha do tempo da proteção de moradores e usuários dos empreendimentos condominiais, verticais ou horizontais, residenciais ou empresariais, ainda é muito recente. Desde os anos 80, ainda somos protagonistas de quando a violência urbana concretizou “o medo batendo nas portas” das residências e muitos deixaram suas casas para morarem em condomínios. Segundo uma reportagem recente (07/2021), na cidade de São Paulo, o número de apartamentos superou o de casas.  

Nas casas, os controles e procedimentos de segurança, culturalmente, estavam centrados no líder familiar e em recursos básicos, como trancas, fechaduras e cadeados. Mesmo em edifícios controlados por porteiros, a maioria deixa de contar com controles e procedimentos de segurança na recepção (que ainda se encontra no interior do empreendimento), que possuem mesas ou ainda, há alguns anos, balcões com um amontoado de monitores, centrais de interfones, dentre outros. A migração ainda ocorre em todo o país para portarias/guaritas externas e até mesmo remotas, que são totalmente fora do empreendimento.

O avanço e facilidade de acesso às tecnologias mais avançadas também contribuíram para externalizar os controladores de acessos (porteiros e recepcionistas). Ao mesmo tempo tais recursos passaram a exigir novos espaços técnicos de acesso restrito e sensível, representados por uma sala de meios técnicos, com temperatura e umidade controlada, além de maior espaço nos shafts, por onde tubulações, cabos e equipamentos passaram a conviver com as antigas infraestruturas que ali reinavam.

A arquitetura de edifícios no país ainda conviverá, por mais alguns anos, com as diferenças de realidade de violência nas diversas cidades e regiões do país. O eixo São Paulo – Rio de Janeiro espelha o futuro das demais localidades e contribuem para mitigar algumas das dificuldades que são encontradas quanto a instalação de sistemas eletrônicos de segurança em edificações “antigas”, tais como: a já citada falta de espaço nos shafts para instalação de tubulação e passagem de cabos, conexões e demais recursos de infraestrutura técnica; cabe também observar a falta de previsão de tubulação para instalação de câmeras e sensores, obrigando a quebra de acabamentos de alto custo e difícil recuperação posterior; dentre outros importantes fatores relacionados a localização da “nova” central de comando operacional local.

Alguns indicadores considerados quando a elaboração de projetos de sistemas eletrônicos de segurança, para os quais cabe atenção de arquitetos e construtoras, quais sejam:

Convergência: Contempla a adaptabilidade, confiabilidade, flexibilidade e menor suscetibilidade à obsolescência tecnológica. Oferecer visão estratégica e geral ao gestor.

Flexibilidade: Permitir o ingresso virtual ao sistema, independentemente da localização do operador, oferecendo desta forma mobilidade operacional.

Ampliação: Possibilitar expansão e integração do sistema com o mínimo de limitação física ou lógica.

Compatibilidade: Permitir utilização do maior número possível de marcas e modelos equipamentos do mercado.

Integração: Viabilizar a perfeita conexão dos diversos subsistemas de segurança. Sendo intuitiva e simples para o usuário.

Interconexão: Possuir interfaces amigáveis e diferentes no tocante a operação e ao gerenciamento das informações.

Nos próximos artigos trataremos sobre os locais nos quais ocorrem o controle e procedimentos das operações de segurança condominial, quais sejam as portarias e caos que requerem uma central de procedimentos e controle isolada.

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